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Tema: saude

SEMANA DA IMUNIZAÇÃO

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Por Isabelle Lindote
isabelle@bemleve.com.br


Vacina é sinônimo de prevenção. Alguns males que estavam supostamente erradicados ou bem controlados estão reaparecendo em várias regiões. 'Os vírus e as bactérias estão livres pelo ar e, de uma hora para outra, ressurgem', comenta a diretora-médica da clínica NeoVacinas, Dra. Maria Cristina Senna Duarte. No entanto, não há com o que se preocupar quando o organismo está prevenido contra eles. Isso só acontece quando estamos com carteira de vacinação em dia.

Mas, quem acha que a atenção à carteirinha de vacinação só deve ser dada durante a infância e a pré-adolescência, está muito enganado. Há vacinas indicadas para diferentes idades, pois muitas têm prazo de validade, ou devem ser aplicadas em casos especiais. “Você sabia que se estiver na rua e um carro passar em poça de água e respingar em você é possível que você se contamine com o vírus da Hepatite A?”, diz Duarte. O vírus da Hepatite B (prevenível por vacinação), que é sexualmente transmissível e 20 vezes mais contagioso do que a Aids - não tem cura e pode evoluir para a forma crônica, levando à cirrose ou ao câncer.

A vacinação ou imunização sensibiliza o sistema imunológico do organismo, prevenindo o surgimento de doenças. “Além de prevenir quem a toma, ela garante o bem-estar do próximo, principalmente para erradicar doenças e ajudar aos menos favorecidos” diz a médica. A vacina da Coqueluche, Tétano e Difteria, entre outras, confere proteção por tempo determinado e, por isso, é preciso o reforço delas a cada 10 anos.

No geral, um adulto precavido deve atualizar as vacinas, mas há vacinas indicadas para diversos casos como: a atuação profissional, faixa etária, prematuridade, indivíduos com o sistema imune fragilizado, pacientes de doenças crônicas. Pessoas que moram com gente madura também precisa se vacinar ou corre risco de levar para casa ameaças que são potencialmente perigosas para o organismo fragilizado dos mais velhos. Quem vai viajar também deve estar atento a que vacina tomar.

A diretora médica da clínica NeoVacinas acredita que a vacinação ainda é a fonte mais segura para garantir prevenção para toda família e que apresenta a melhor relação custo-benefício para saúde. “É possível gastar muito mais com medicamentos e equipamentos para cura e controle do que apenas se vacinado. Esse dado pode ser observado em vários estudos de impacto econômico-social, indicando claramente que vacinar é vantajoso”.

Só para dar um exemplo, a médica relembra que cerca de 10% da população mundial têm gripe todos os anos. Um indivíduo em fase adulta responde 80% mais aos componentes da vacina contra a gripe do que o idoso que responde em média 58% e a criança que tem uma resposta melhor que em um idoso, mas não tão positiva que em um adulto. “Existem alguns mitos como o de que as grávidas não podem ser vacinadas. A partir do 2º trimestre de gestação a mulher pode ser vacinada para proteger tanto ela quanto o bebê contra a gripe”, explica a médica.

As vacinas são preparadas de acordo com diversos procedimentos. Algumas são fabricadas a partir de microorganismos mortos (por exemplo, a vacina contra a poliomielite ou contra a gripe). Outras contêm organismos vivos enfraquecidos (vacinas que protegem contra o sarampo, caxumba e a rubéola), que estimulam uma reação imunológica sem causar enfermidade na pessoa.

“A família inteira deve manter o calendário vacinal atualizado. Vacinar não é só direito da criança, é também direito e dever do adolescente, adulto e idoso. Proteger a saúde é fundamental e escolhas certas deixam a vida mais segura”, finaliza Maria Cristina Senna Duarte.

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