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LIVRE DA ENXAQUECA
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Por Isabelle Lindote redatora@bemleve.com.br Quem sofre de enxaqueca sabe exatamente o incômodo que as crises de dor de cabeça causam. Esse mal pode ter intensidade moderada ou grave, muitas vezes acompanhado de náuseas e intolerância à claridade e a barulhos. A luz excessiva pode ser também o detonar das crises, além do estresse e de uma alimentação inadequada, com excesso de gordura, por exemplo. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaléia (SBC), a enxaqueca é uma doença muito mais comum do que se imagina. Ela chega a afetar cerca de 20% das mulheres e 5 a 10% dos homens. Por ser uma enfermidade crônica, tem altos custos pessoais, sociais e econômicos. Pelo menos 76% da parcela feminina da população que tem enxaqueca tem um episódio de dor de cabeça por mês. No time masculino o problema atinge 57% das pessoas. Alimentação contra crises Acredita-se que a enxaqueca seja uma doença hereditária, mas ainda não foi descoberta a cura. Por isso, é importante ficar ciente das formas de prevenção das crises. “Há alimentos e bebidas que provocam enxaquecas, pois são compostos por substâncias que atuam diretamente nos vasos sanguíneos”, afirma a especialista em nutrição clínica, Teresina Mendes dos Santos. “Queijos envelhecidos e bebidas alcoólicas são os campeões de reações adversas e devem ser evitados”. Frutas cítricas, frutas oleaginosas (como nozes e amendoins), alimentos gordurosos, chocolate e bebidas que possuam aspartame também precisam ser consumidos com moderação. “A cafeína é outra substância perigosa para quem tem enxaqueca”, explica a especialista. “Dê preferência a alimentos frescos em vez de enlatados e defumados para diminuir a freqüência de episódios dolorosos”. Alívio da dor Estudos clínicos demonstram que a acupuntura é uma ótima maneira de tratar dores crônicas, como é o caso da enxaqueca. Assim como a maioria das terapias orientais, ela busca integrar o corpo e a mente para gerar o equilíbrio físico e mental dos indivíduos. “O método pretende restabelecer a energia vital que circula pelos meridianos do nosso corpo”, explica a especialista em acupuntura Thais Pamplona. “A introdução das agulhas na pele estimula a produção de substâncias analgésicas naturais, como endorfinas, encefalinas e dinorfinas, que fazem parte do mecanismo de diminuição ou eliminação da dor”. É importante ressaltar que a acupuntura é um recurso complementar e que são necessárias aproximadamente 10 sessões para sentir os efeitos, que variam de acordo com cada pessoa. “Associar a acupuntura com outros procedimentos da área da saúde traz resultados significativos”, explica Thais. A yoga é outra atividades recomendada, pois ajuda a liberar a tensão muscular, diminuir a contração do pescoço e ainda melhora a circulação. “As posições invertidas facilitam a irrigação geral. Dessa forma, há uma diminuição da dilatação e a pressão na cabeça se torna menor”, explica a professora do Gaya Yoga Spa Daniela Reis.
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