Publicidade

Artigos

Tema: tratamento mulher sexo

ENDOMETRIOSE: FIQUE DE OLHO

Para receber diariamente um cardápio balanceado e iniciar sua reeducação alimentar, assine o Bem Leve e tenha dicas nutricionais online à sua disposição.

Por Isabelle Lindote
isabelle@bemleve.com.br


Ir ao ginecologista a cada semestre é um cuidado essencial na rotina de qualquer mulher com vida sexual ativa. Além da necessidade de realizar o exame preventivo, que pode detectar doenças, o médico verifica as mamas, tira dúvidas e orienta quanto ao uso de métodos anticoncepcionais. No entanto, se você sentir sintomas estranhos no intervalo entre uma consulta e outra, principalmente se estiverem relacionados ao aparecimento de secreções, dores e cólicas, vale a pena procurar um especialista. Esse procedimento pode ajudar a descobrir problemas graves, como a endometriose.

O útero é coberto internamente por um tecido chamado endométrio que cresce a cada mês sendo eliminado durante a menstruação. A formação de cistos e nódulos desta camada, fora do local correto, recebe o nome de endometriose. Estes focos aparecem com maior freqüência nos ovários, no peritônio (tecido que reveste a cavidade do abdome e da pelve), nos ligamentos que sustentam o útero e em outras áreas do abdome.

A síndrome pode ser classificada como leve, mínima, moderada e severa, conforme a extensão e o tamanho das lesões. Segundo o médico especialista em reprodução humana Arnaldo Schizzi Cambiaghi, esta doença pode afetar mulheres na idade fértil. “A dor nem sempre esta relacionada à intensidade do problema, porém é um dos principais sintomas. Dores fortes na época da menstruação, no útero, na bexiga e/ou no intestino são sinais que devem ser investigados, além das dores durante o ato sexual”, explica o doutor.

Muitas mulheres têm endometriose e não sentem nada. Apenas descobrem quando começam a investigar as causas da esterilidade. “Estima-se que de 10% a 15% das pacientes sofram deste mal, um dado que pode ser ainda maior já que a melhor forma de identificá-lo é através da videoloparoscopia - introdução de mini-câmera por um corte próximo ao umbigo, que permite achar os implantes e retirar amostras para análise”, esclarece Cambiaghi.

O tratamento indicado para os casos moderados e severos é a cirurgia. Nas formas brandas pode-se ministrar analgésicos, antiinflamatórios e anticoncepcionais. “Perto de 40% das portadoras desta síndrome ficam inférteis principalmente por obstrução das trompas e comprometimento dos ovários. Por isso a importância da terapêutica, o que não significa que nunca poderão engravidar, pois uma grande parte realiza este sonho após a intervenção”, diz o especialista.

A endometriose tem cura?

“Esta é uma pergunta que as pacientes fazem com freqüência, e talvez o maior motivo desta dúvida seja o número grande de mulheres que realizam tratamentos e cirurgias repetidas para este problema. É impossível afirmar que uma intervenção cirúrgica será definitiva para acabar com a doença, mas o que temos observado é que muitas pacientes fazem tratamentos cirúrgicos insuficientes para extingui-la definitivamente. Talvez, muitas das intervenções sejam incompletas devido ao alto grau de complexidade e riscos de complicações. Por isso, alguns cirurgiões preocupados com estes riscos limitam o grau de invasão do procedimento e acabam não retirando a totalidade da doença dos órgãos afetados. As cirurgias mais modernas envolvem detalhes de conhecimento anatômico importantes e têm conseguido um alto índice de cura definitiva e a restauração da fertilidade”, finaliza Cambiaghi.

ARTIGO RELACIONADO:

CHÁ MATE

Gostoso e faz bem à saúde!




Quer sugerir um tema?
Envie suas críticas e sugestões de temas
para redacao@bemleve.com.br

Veja Também
- Chat - Artigos
- Quiz - Nutricionista Virtual


Bemleve.com.br - todos os direitos reservados
ATENÇÃO!
O BemLeve produz o conteúdo, dietas, receitas de emagrecimento e programas oferecidos no site. O conteúdo é supervisionado pela Nutricionista do Bem Leve: Andressa Jasmin - CRN: 2005.100.700
Os serviços que oferecemos no Bem Leve não substituem o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.
publicidade