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ANOREXIA NO DIVÃ
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Por Isabelle Lindote isabelle@bemleve.com.br A preocupação da população com questões ligadas aos distúrbios alimentares só vem aumentando nos últimos anos. Estudos, matérias, pesquisas e a abordagem da mídia são cada vez mais freqüentes. E quando se pensa em distúrbio alimentar, anorexia e bulimia vêm rapidamente à cabeça por serem os de maior incidência. A Associação Britânica de Especialistas em Dieta (BDA, na sigla em inglês) divulgou recentemente um alerta sobre o aumento do número de casos de distúrbios alimentares como bulimia e anorexia nervosa entre mulheres acima dos 50 anos na Grã-Bretanha. Segundo a diretoria da BDA, as mulheres mais velhas que apresentam os distúrbios já representam 10% das pacientes de transtornos alimentares tratadas no país. De acordo com especialistas, esta situação não é muito diferente do cenário brasileiro. Segundo a psicóloga e criadora do método de emagrecimento Forma Leve Yara Daros, a anorexia e a bulimia são fenômenos que necessitam de tratamento específico. “A anorexia e a bulimia são mais comuns em nossa sociedade do que parece e afetam tanto a cabeça, quanto o metabolismo das pessoas. O que é preocupante é o fato de que o número de casos vem aumentando consideravelmente nos últimos anos”, afirma Yara. A razão para que o aumento de casos tenha ocorrido especialmente com mulheres acima de 50 anos tem uma explicação, segundo a psicóloga. “A chegada da idade em que a forma física não apresenta o mesmo vigor e a capacidade de manter o peso e a boa forma já não são mais os mesmos leva as mulheres a uma angústia enorme só de pensar em ganhar peso”, explica. Segundo Yara, essas mulheres passam a ter a convicção de que são gordas e a idéia ganhar peso as apavora e gera angústia, o que é terreno fértil para o desenvolvimento da anorexia. Já no caso da bulimia, a compulsão alimentar é decorrente tanto do passar dos anos, quanto das ansiedades naturais do momento. “Os níveis críticos de ansiedade levam a mulher a procurar por muita comida, de preferência alimentos hipercalóricos. Existe, nesse caso, uma falta de controle sobre o ato de comer, o que leva a pessoa a sentir-se culpada pelo exagero e acabar por induzir vômitos, usar laxantes, diuréticos e enemas (introdução de água ou qualquer líquido no intestino). É o típico comportamento de um bulímico, muito comum em mulheres nesta faixa etária”, explica Yara Daros. Ainda de acordo com a criadora do Forma Leve, apesar das diferenças entre a anorexia e a bulimia, o tratamento é praticamente o mesmo. “Apesar de serem distúrbios diferentes, ambos precisam ser tratados logo que forem identificados e de preferência através de tratamento psicológico, já que são distúrbios que surgem a partir da cabeça. Para todas as idades, desde as crianças até às mulheres de 50 anos, o tratamento psicológico é o melhor caminho”, finaliza Yara Daros.
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